📘 Novidade imperdível na nossa livraria! Os melhores livros espirituais já estão disponíveis para você fortalecer sua fé e crescer na vida de oração. ✨ Aproveite: invista na sua alma, não adie o essencial. Clique agora e garanta o seu exemplar! Dispensar
Ir para o conteúdo
Nome completo:Charles Eugène de Foucauld
Nascimento: 15 de setembro de 1858, Estrasburgo, França
Falecimento: 1º de dezembro de 1916, Tamanrasset, Saara argelino
Festa litúrgica: 1º de dezembro
Padroeiro: dos missionários no deserto, dos excluídos, do diálogo inter-religioso e apóstolo da Adoração Eucarística
São Charles de Foucauld nasceu em uma família aristocrática francesa em 15 de setembro de 1858. Órfão de pai e mãe aos seis anos de idade, foi educado com extremo carinho pelo avô materno. Durante a juventude e o início de sua carreira militar como oficial do exército francês, abandonou totalmente a fé católica, entregando-se a uma vida desregrada, mundana e marcada pelo desperdício de sua herança.
Após deixar o exército, destacou-se internacionalmente como geógrafo e explorador científico ao realizar uma arriscada expedição clandestina pelo Marrocos. No entanto, o vazio existencial persistia. Ao retornar a Paris, tocado pela fé profunda e discreta de sua prima Marie de Bondy e pelo mistério de um Deus que se faz próximo, começou a frequentar a igreja de Santo Agostinho, repetindo no silêncio da nave uma oração sincera: “Meu Deus, se existis, fazei que eu Vos conheça!”.
Em outubro de 1886, ao procurar o padre Henri Huvelin para instrução religiosa, o sacerdote ordenou que ele se ajoelhasse de imediato e se confessasse. Naquele confessionário, Charles experimentou o abraço avassalador da Divina Misericórdia. Ele mesmo escreveria anos depois: “Assim que acreditei que havia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver exclusivamente para Ele”.
Após passar sete anos como monge trapista na França e na Síria e viver como humilde servo das Clarissas em Nazaré — meditando no trabalho oculto de Jesus —, foi ordenado sacerdote em 1901. Partiu então para o deserto do Saara, fixando residência entre os tuaregues em Beni Abbès e depois em Tamanrasset. Lá, viveu como ermitão, dedicando dias e noites à Adoração ao Santíssimo Sacramento e ao acolhimento irrestrito dos mais pobres, definindo-se como o “irmão universal”. Em 1º de dezembro de 1916, foi martirizado durante um motim no Saara. Foi canonizado pelo Papa Francisco em 15 de maio de 2022.
Ao contrário dos grandes missionários que viajavam pregando em praças públicas, São Charles de Foucauld recebeu a vocação de evangelizar em silêncio, pelo testemunho do amor e pela presença viva da Eucaristia nos confins do mundo.
No meio da aridez extrema do deserto saariano, ele construiu sua humilde ermida de terra e palha. No coração daquele casebre ergueu um sacrário:
“A Eucaristia é Jesus; é todo Jesus. Basta ter a Eucaristia para ter tudo. No deserto, a hóstia consagrada irradia em segredo sobre todas as almas ao redor.”
Charles não convertia pelo discurso formal, mas pela caridade concreta e pelo acolhimento incondicional. Ele abriu sua tenda para escravos fugitivos, viajantes famintos, nômades e soldados enfermos. Aprendeu a língua tuaregue, compôs o primeiro grande dicionário de sua cultura e compartilhou com eles a pobreza absoluta da esteira e do pão seco. Quando os nativos o viam, exclamavam que aquele sacerdote cristão lhes revelava a bondade de Deus. Ele não quis fundar um império nem uma congregação em vida; quis apenas ser a presença misericordiosa do Coração de Jesus palpitando no deserto.
A espiritualidade de São Charles de Foucauld é alicerçada na imitação da vida oculta de Jesus em Nazaré e no abandono total nas mãos da Divina Misericórdia.
Charles compreendeu que o mistério mais impressionante da Encarnação não foram os milagres públicos ou as aclamações do povo, mas os trinta anos de silêncio, trabalho manual obscuro e anonimato que o Filho de Deus escolheu viver. Essa escolha divina revelou a ele que nenhuma vida ordinária é insignificante para Deus:
“Jesus veio para o último lugar; Ele tomou um lugar tão baixo que ninguém jamais conseguirá tirá-lo de lá.”
A misericórdia para o Irmão Carlos não é uma teoria teológica abstrata, mas uma força que resgata a alma do abismo do nada e a chama a ser misericordiosa com os mais abandonados. Ele via a si mesmo como um devedor insolvente perante a bondade do Criador, razão pela qual entregou sua vontade em uma das mais belas preces de confiança filial já redigidas na Igreja: a Oração de Abandono. Para São Charles, confiar na misericórdia de Deus significa entregar o presente e o futuro sem reservas, sabendo que repousamos nas mãos de um Pai amoroso.
“Meu Pai, a Vós me entrego: fazei de mim o que for do Vosso agrado. O que quer que façais de mim, eu Vos agradeço. Estou pronto para tudo, aceito tudo.”
O trecho inicial de sua célebre ‘Oração de Abandono’, verdadeiro hino de confiança irrestrita na providência e na misericórdia divina.
“Quero acostumar todos os homens, cristãos, muçulmanos, judeus e idólatras, a olhar-me como seu irmão: o irmão universal.”
O manifesto de sua vocação apostólica: amar a todos sem acepção de pessoas, espelhando a caridade do Coração de Jesus.
“Gritar o Evangelho com toda a nossa vida.”
A síntese de sua pregação sem palavras: fazer com que os homens, ao verem nossas obras de misericórdia, glorifiquem o Pai celeste.
“Meu Deus, se existis, fazei que eu Vos conheça!”
A prece angustiada e sincera de sua juventude cética, que abriu caminho para a invasão da graça e para a sua conversão radical.
“Jesus tomou de tal forma o último lugar, que ninguém jamais pôde tirar-lho.”
O chamado radical à humildade e à proximidade com os pobres e excluídos da terra.
Deixe seu e-mail para receber a Oração de Abandono e reflexões devocionais sobre a Adoração Eucarística e a caridade fraterna.
© 2023 – Devocional a São Charles de Foucald | Todas as imagens de domínio público via Wikimedia Commons